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10 tapas na sua cara

Sabe aquelas verdades que a gente sabe que é verdade, tem consciência total, mas não queremos admitir e muito menos ouvir alguém falando/ dando sermão? Meio complexo, né?! Mas é assim mesmo e eu sei bem que vocês me entendem. Quantas coisas a gente prefere nem falar em voz alta só pra não ter que ouvir aquilo e acreditar? 

Voltei pra casa hoje pensando nisso. Em coisas que não suporto em mim, vivo reclamando, mas não admito ser real. Conversei com uma amiga e ela confessou ter o mesmo “problema”. Daí veio o post…

menina_desconfiada10 tapas na (minha/ sua) cara:

  1. Não, a vida não está contra você, você que anda fazendo tudo errado mesmo.
  2. Sabe aquele passe de mágica que faz seu dinheiro sumir? Ele não existe! Pois é, você está gastando demais
  3. Ganhar uma promoção no trabalho não é muito difícil. Quem sabe se você passar menos tempo no bate-papo e mais tempo trabalhando de verdade as coisas não aconteçam?
  4. Se o cara viu a sua mensagem e não respondeu: ou ele tá numa aldeia indígena sem conexão ou ele simplesmente não está afim de você
  5. Você pode emagrecer sim, é só parar de comer toda essa quantidade de coisas e se levantar do sofá
  6. Se você é do tipo que “esquece tudo”, tá na hora de parar de rir disso e comprar uma agenda
  7. É fácil resolver o problema do sono durante o dia: durma cedo!
  8. Falando em dormir, querido, você não tem insônia, você tem smartphone/ computador/ tablet na cama
  9. Quanto maior a preguiça que você tem das pessoas, maior a preguiça que elas têm de você
  10. Pare de gastar tanto tempo planejando o que vai fazer com o prêmio da mega sena que você não ganhou e invista seu tempo em coisas produtivas e que trarão realmente lucros para sua vida (um curso? uma aula nova? um livro?)

E depois dessa eu vou dormir, abraçadinha com meu travesseiro, refletindo na vida e planejando soluções.

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Estou ocupada mudando o Brasil

Para quem ainda não sabe, a Oliveira Shoes está de site novo, de cara nova, lindão e… tem uma coluna minha no blog da marca! A coluna é semanal e é um espacinho pra eu dar algumas dicas, falar o que penso e tal (fiquem de olho!).

Pois bem, semana passada publiquei esse texto lá e fiquei com muita vontade de postar aqui, porque tem muito do que eu penso e muito do que eu passei nos últimos dias.

Estou ensaiando esse texto desde quinta-feira. Coloquei na cabeça que ia escrever sobre os últimos acontecimentos no país, mas confesso que não sabia como. Li tantas coisas, principalmente sobre teorias da conspiração, que já nem sabia o que pensar. Continuo atrás de informações, mas defini umas coisas na minha cabeça… um pouco.

Quinta-feira, 13 de junho.
Liberei minha equipe mais cedo da agência e tentei chegar em uma reunião. Por causa das ruas bloqueadas na Av. Paulista por policiais, o trânsito era absurdo e eu demorei muito tempo para conseguir dar a volta no quarteirão. A reunião ficou pro outro dia e eu fui direto pra casa.
Cheguei em casa reclamando da manifestação e de como estavam atrapalhando a minha vida. Morro de vergonha disso, mas aconteceu. Sentei para trabalhar e recebo um sms, de uma amiga: “Gabi, vc já saiu da agência? Tá rolando bomba na Paulista”. Oi? Bomba? Abri o facebook e twitter atrás de informações… Chorei! Chorei muito e fiquei com muita vergonha de mim, da minha falta de informação e com muita vergonha desse país. Li relatos de pessoas extremamente feridas pelas balas de borracha, vi fotos de amigos machucados, vi vídeos impressionantes. Não consegui dormir essa noite. Ficava pensando “como eu podia estar em casa se tanta gente estava lutando por algo que também era pra mim?!”, “como eu podia reclamar de uma manifestação que está protestando pelos meus direitos?”. Minha vontade era ir pra rua, pra dar minha cara a tapa também. Poxa, eu queria o que aquele pessoal estava defendendo, também era um interesse meu!

Segunda-feira, 17 de junho. 
Acordei super empolgada. Os últimos dias serviram para despertar um lado conformado, acostumado com o sistema e o governo. Participei de debates, chats, li muito o assunto e decidi ir pra rua. Sai da agência às 17h30, com alguns amigos, descemos até a Faria Lima a pé (era impossível entrar no metrô), dispostos a participar do 5º Ato contra o aumento da passagem. E, eu sei que vocês já cansaram de ouvir isso, mas ali, pra mim, não era pelos 0,20 centavos realmente. O aumento da passagem era a causa, mas ele era só a gota d`água. Todo mundo que estava ali tinha perdido a paciência. Fui pra rua porque queria a mudança, queria um transporte público melhor e queria (e quero!) tantas outras coisas.
E ali, no meio de uma multidão, eu vi um monte de gente que também estava cansada e tinha perdido a paciência. Tinha gente de tudo quanto é jeito, idade, cor, sexo, classe social, profissão e partido. Tinha um monte de gente unida por um ideal. Foi incrível!
Enquanto andávamos pela Berrini, recebemos notícias de Belo Horizonte, Brasília e Rio… O país estava se mexendo!

Terça-feira, 18 de junho.
Não existia outro assunto. E, na minha opinião, a manifestação já tinha cumprido um grande papel: trouxe uma consciência política para a nossa geração que nunca existiu. Assim, ok, eu sei que existe grupos de jovens engajados desde sempre no país (trabalho na Paulista, vejo manifestações pelo menos umas 2x por semana), mas quantos % eles representavam? Quantas pessoas eles atingiam? Os 0,20 centavos fizeram centenas de milhares de pessoas se mobilizarem, falarem sobre o assunto, discutirem ideais e, principalmente, se juntarem. Parecia que todo mundo estava mais sociável, mais educado e mais cidadão.
Novamente fui para a rua, mas dessa vez eu vi a coisa ficando feia.
A polícia chegou chegando e colocou todo mundo pra correr da pior forma possível. Com a repressão e toda raiva guardada por anos e anos, algumas pessoas perderam a cabeça e a avenida ficou parecendo um capo de batalha. E eu vi muita gente, que apoiava o movimento, mudar de opinião, chamar o protesto de “bagunça” e manifestantes de vândalos. Era isso que eles queriam. Queriam mostrar pra quem estava em casa que aquilo ali não passava de baderna e qua deviam temer a manifestação. E isso aconteceu.

Quarta-feira, 19 de junho.
Aqui em São Paulo o prefeito e governador anunciam a redução dos 0,20. A tarifa voltou ao que era. Vencemos a primeira batalha. Mas aquilo era motivo de comemoração? Não. Naquele momento a gente estava tão insatisfeito, com tanta coisa, que não conseguimos ficar felizes. No máximo ficamos um pouco esperançosos, poxa, lutamos por uma coisa e conseguimos. E o resto?

Quinta e os últimos dias…

As manifestações continuaram (e eu continuei indo pra rua!), mas estava tudo muito estranho. Várias pessoas estavam desanimadas, falando que não existia mais um foco (mas não eram vcs que falavam que “não era só pelos 0,20 centavos?”) e tantas outras já chamavam o protesto de festa. Também vi muta gente com medo de um “golpe” (tanta que até cogitei essa hipótese), como em 1964.
Calmaí! O gigante acordou e vai dormir de novo? Vai simplesmente falar “ah, tá ruim, mas a gente não tem um foco”? Que fogo de palha é esse?
Eu acho que o Brasil está bem ruim como está e quero fazer a minha parte. Pode não significar muito, mas depois de passar tanto tempo com a bunda no sofá, eu não consigo sentar de novo. Agora é a hora de tomar partido (vamos lá, né pessoal?! Sem utopias, tem que ter partido sim e temos que respeitar a opinião dos outros, democracia, lembram?), de continuar na rua, mas principalmente, é hora de se informar. Aceitar todos os eventos de protesto do facebook não é o melhor caminho, acredite. Pesquise antes sobre quem criou, o que aquele pessoal defende e quais são os seus objetivos. Discuta as mudanças, se reuna com seus amigos e falem sobre política, conversem com seus pais, familiares e colegas de trabalho, escute o que os outros tem a dizer e lute por algo que VC acredita. Vá pra rua para gritar por uma ideia que vc defende ou para reivindicar um interesse que também é seu! Vá pra rua buscar informação, conversar com gente que sabe mais que vc e faça parte disso! Deixe o mimimi e suas teorias da conspiração de lado, mude e faça parte da mudança! Estamos construindo um país novo. EU ACREDITO!

UPTADE!

Para quem dizia que “protesto sem líder para negociar não chega a lugar nenhum”, em duas semanas os manifestantes conseguiram: 1) redução das tarifas do transporte público e eliminação dos impostos sobre ele, 2) eliminação do 14o e 15o salário dos deputados e senadores, 3) uma proposta de plebiscito para reforma política, 4) derrubada da PEC 37, 5) transformação da corrupção em crime hediondo (aprovada no Senado, segue para a Câmara), 6) cancelamento do recesso parlamentar em julho, 7) primeira ordem de prisão pelo STF a um deputado federal, por desvio de verbas públicas, desde a Constituição de 1988… E essa lista vai crescer! Continuem com a faca no pescoço do Congresso, galera.

Desabafo da mais chata das redes

Recentemente divulgaram os resultados de uma pesquisa com a lista dos “10 perfis mais chatos nas redes sociais“. E em primeiro lugar, adivinha quem apareceu?! EU! Hahahaha! Assim, não eeeeeu, mas o meu perfil: “os viciados em exercícios e dieta”. Olha só como ficou o ranking:

Perfis-chatos-redes-sociaisE aí que resolvi cumprir meu papel: SER CHATA! Assim, eu não faço ideia de quem respondeu essa pesquisa e nem sei onde foi aplicada (também não fiz esforço pra saber), mas eu tenho certeza que a grande maioria está acima do peso (e é recalcado), vive de junk de food e tem (ou terá) problemas de saúde. Claro, porque o fulaninho sentado no sofá, com uma coca-cola na mão e uma pizza na outra, não vai curtir ver os pratos de salada, os incentivos e corpos da galera geração saúde. Deve ferir o ego demais abrir o instagram pra postar seu Mc Donalds e ver uma barriga chapada.

gordoE sabe por que eu sei disso? Porque eu ficava com raiva quando vivia a vida de sedentária-gordinha. Via as meninas magrinhas do instagram postando seus treinos e pensava: “aff”. Até que eu comecei a mudar a minha vida. Eu, minhas amigas e umas 262654356 pessoas. E o que os LEGALZÕES das redes não pensam é que, enquanto eles ingerem milhares de calorias e acompanham os memes da internet, a galera chata tá mudando a cabeça (e a vida!) de muita gente. Tá transformando uma geração, tá formando um pessoal preocupado com o que come, que abriu mão do junk food e hoje é muito mais saudável, se exercita e vai viver muito mais. 

foto (2)E enquanto as chatas aí conseguem um corpo legal na base de reeducação alimentar e exercícios, os advogados da internet falam de BBB,mandam solicitações de jogos, se especializam em ser críticos de algo, fazem campanha contra religião, política, empresas e afins (pq né?! Sempre têm tempo pra um mimimi), reclamam da presidente, do ministro, da cor do céu, do trânsito e NÃO MUDAM NADA! Feliciano tá sambando na cara da sociedade até hoje (mesmo depois de uns 5 milhões de compartilhamentos), Dilma tá fazendo o que quer e seu colesterol continua subindo.

Então assim, um GRANDE BEIJO pra quem riu concorda com esse resultado e acha a galera saudável chata. Pelo menos a gente tá se movendo, queimando calorias e mudando a realidade de alguma forma #prontofalei

 

 

 

Você teria coragem?

Uma das tendências para o inverno 2012 é o sapato pesado com solado mais alto. Várias fashionistas desfilaram os seus nas semanas de moda (Rio e SP) e deixaram a polêmica no ar: será que pega?

Particularmente eu achei bem feio. Feio, estranho e torci o nariz. Mas se estão fabricando é porque tem gente usando.

O bichinho ganhou força desde o desfile de verão 2011 da Prada e aí: pá pum! Bola de Neve. Miuccia até trouxe uma versão mais ousadinha, com contraste de cores nos calçados.

Dizem que com peças bem femininas o sapato fica menos pesado. Mas posso falar, não imagino NADA combinando com isso :/

E vocês? Gostaram? Vão apostar?

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